Um pouco de nossa história

     As raízes desta entidade datam de dezembro de 94, quando ocorreu a Conferência "Cem Anos de José Martí na América Latina e Caribe", na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, quando um pequeno grupo de companheiros oriundos do movimento sindical e de bairros fizemos contatos com as idéias latino-americanistas de José Martí; naquele evento, estes companheiros levantaram a polêmica, ainda que não tenham encontrado eco, de que "... as idéias martianas eram de suma importância para os povos de América, mas se restringiam aos ambitos intelectuais. As premissas de trabalho vinculado àquelas idéias amadureceram um pouco mais após o encontro com uma companheira cubana Olga Hernández Cruz, vinculada ao Conselho Nacional das Artes Plásticas de Cuba, que havia chegado ao Rio de Janeiro em meados de dezembro daquele ano para desenvolver um trabalho artístico a serviço de seu país. Este encontro, que se deu através do nosso companheiro e amigo Nando, evoluiu para uma reunião (em Jacarepaguá) no dia 29 de janeiro de 1995, data comemorativa do nascimento de José Martí. Coincidentemente, durante esta reunião a companheira Olga observou que desabrochou no jardim una bella rosa blanca, símbolo do Apóstolo de Cuba e concluiu ali que o que o movimento que se gestava tinha já em si, pelo conteúdo, muito de Martí, e pela sua forma, seria um movimento de caráter popular. Daí surgiu, entre outras idéias e sugestões: o nome "Martí Popular". Esta reunião resultou ainda: no incentivo para a participação no Pedagogia’95 , em Havana, na elaboração de uma carta para a Dra. Nuria, da Universidade de Havana e a sugestão de participação de duas pessoas na Conferência Internacional "José Martí e os Desafios do Século XXI", que ocorreria em Santiago de Cuba em maio daquele ano.  
Durante o Pedagogia’95, em Havana, tivemos o primeiro contato com a Dra. Nuria, quando ficou selado o compromisso de desenvolvermos a proposta, tendo em vista que as idéias do então embrião deste Centro coincidiam em muito com a visão latino-americanista e popular de Martí;  
    A partir de então temos trabalhado para consolidar o que posteriormente viria constituir o Centro de Intercâmbio Cultural "Martí Popular". Por ocasião da Conferência Internacional, em Santiago de Cuba, dois meses após, em uma reunião realizada numa antesala do Teatro José María Heredía, estabeleceram-se as primeiras metas gerais de trabalho do movimento, seu caráter e forma. Explicitou-se também nossa determinação de não fundar mais uma entidade de fachada, mas uma entidade que se constituiria a partir do trabalho concreto.  
    Foi perseguindo estas metas e com estes compromissos que somente em 20 de abril de 1996, quase 1 ano após, pudemos formalizar o Centro de Intercâmbio Cultural "Martí Popular", numa Assembléia de Fundação massiva.